| Prolixa por Amor à Palavra |
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Um pouco do que se passa no meu universo particular de idéias, sonhos e pensamentos. |
Sábado, Janeiro 21, 2006
Posted
6:29 PM
by ELISA RIBEIRO DOS SANTOS
Domingo, Abril 10, 2005
Posted
10:43 PM
by ELISA RIBEIRO DOS SANTOS
Domingo, Novembro 07, 2004
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10:03 AM
by ELISA RIBEIRO DOS SANTOS
Segunda-feira, Novembro 01, 2004
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9:01 PM
by ELISA RIBEIRO DOS SANTOS
-> Esse fim de ano e começo de 2005 vão ser tensos! E eu nunca pensei que ficaria feliz por isso.
-> Véspera de feriado, noite quente, nada para fazer. Seria muito legal se... 1) Eu não me sentisse tão solitária; 2) O MSN não estivesse tão vazio; 3) Eu não sentisse tanta falta dos meus amigos; 4) O meu irmão de 12 anos e os primos da mesma faixa etária não estivessem na Blow UP; 5) Eu não estivesse me sentindo uma tia por causa do nº 4. -> É para se preocupar quando o seu avô pergunta se você já se casou? -> Amanhã é mais um dia de Finados. A mesma sensação melancólica de sempre, tenho certeza. Dessa vez acho que vou ficar em débito com meus antepassados e não ir ao cemitério. Chega de ficar cultivando mais mágoas e saudades. -> Preciso de você, seja lá quem você seja. -> Carência do c*&@%$# !!!!!!! Luta Me dê um soco no nariz um chute nos peitos um tapa na cara um pontapé na bunda sente minha cabeça na parede Fight, fight, fight Apelo à violência: um tiro na nuca uma facada nas costas uma martelada na cabeça um corte nos pulsos. Só não me belisque, por favor! Saber que tudo isso é real dói demais... ![]() Quarta-feira, Outubro 27, 2004
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10:21 AM
by ELISA RIBEIRO DOS SANTOS
Definitivamente, ontem foi um dos dias mais chatos e tediosos do ano. Ia relatar a minha saga, mas acho que seria tão enfadonho quanto tudo que aconteceu, então eu resolvi postar outra coisa. A criação Desde quando optei por fazer Publicidade, um dos meus maiores medos é da tal Criação. Embora todos os professores insistam que criação não surge a partir de uma luz divina, que não tem mistério e blablablá, eu ainda acho que precisa vir de uma inspiração. Acho que criatividade é um processo, exige concentração, trabalhar em cima, modificar a idéia, até obter o resultado planejado.
Pois é, eis que eu tive a minha primeira aula de Criação na 2ª feira. Depois de a professora apresentar o programa das aulas e todas aquelas enrolações de começo de período, ela pediu para que nós criássemos qualquer coisa baseados em uma das três figuras que ela havia levado ou das três frases que ela havia escrevido no quadro. Poderia ser qualquer coisa mesmo: um texto, poesia, desenho, anúncio publicitário, música, quadrinhos, charge, etc... Surge o primeiro problema: tenho sérias restrições em criar alguma coisa quando estou em um grupo que não esteja concentrado. Não dá! É só as pessoas desviarem do assunto que eu me desconcentro e não sai nada. Já prevendo que isso poderia acontecer, avisei a todos à minha volta que eu queria fazer sozinha. E quem disse que adiantou alguma coisa? Fui forçada a fazer um grupo com Camille, Fernando e Jaena, hauahuahua. Como a concentração estava zero (exceto para Camille que já estava fazendo uma poesia sozinha), eu não consegui pensar em ABSOLUTAMENTE NADA! Minha cabeça parecia que havia sido esvaziada. Desespero total! "Que p*&¨%$ de publicitária eu vou ser se nem consigo criar qualquer coisa? Imagine quando tiver alguma coisa específica e com o tempo limitado para fazer!" No auge das minhas reflexões-lamentações, Jaena e Fernando saem da sala. A desculpa da desconcentração em grupo não servia mais, eu teria que inventar alguma coisa ou me conformar em vender PQP pro resto da vida (hauahauha, piada interna). A professora já estava falando que o tempo estava acabando, então resolvi me ater a algo que eu estava mais acostumada: o texto. Escolhi a frase que eu mais me identifiquei e saí fazendo uma espécie de associação livre. O resultado não foi muito satisfatório, mas ao terminar fiquei bem aliviada. Estou começando a quebrar o tabu da criatividade. E isso é bom, muito bom... Aos curiosos, aqui vai o texto que eu escrevi na aula. Não é muito diferente do que eu costumo escrever aqui, mas tem o gostinho especial de ser o primeiro sob extrema pressão. Ah, e ele foi baseado na frase: "O pensamento só começa com a dúvida". Confunde-se qualquer coisa aqui dentro. As interrogações brotam, latejam, sentenciam. Mas não dói, querido, não se preocupe. Se você insiste nesse eterno solucionar de dilemas, o meu negócio é misturar ainda mais. A melhor parte da minha vida é colocar tudo no liquidificador, apertar o 3 - por que não o mais forte? - e deixar que a prolixidade dê o tempero certo. Sabe, porque em meio a essa sociedade frenética, acabo por me sentir apática. É estranho quando o mundo vai à jato e eu - que coisa! - sempre correndo de all stars velhos e talvez até na contramão. Então é a dúvida que me sacode, me desperta, me faz sentir viva. Permita-me, por fim, um silogismo clichê: pensar é existir. Só existo na dúvida. Logo, pensar é confundir. Portanto, meu bem, espero sinceramente que você não tenha entendido nada do que eu escrevi. ps.: A pior parte foi ouvir o texto ser lido em voz alta. Que vergonha! Quarta-feira, Outubro 20, 2004
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9:29 PM
by ELISA RIBEIRO DOS SANTOS
Revendo conceitos...
Apenas uma correção no post passado. Ainda na mesma noite que eu o escrevi, fui na peça "Não falem mal da rotina", da Elisa Lucinda. Além de eu ter me divertido MUITO, porque ela é engraçadíssima, consegui tirar uma lição - que eu até já sabia, mas preferia fingir que não. A verdade é que "rotina" é uma coisa inventada por nós. Uma simples palavra para jogarmos a culpa quando estamos muito apáticos ou frustrados. Às vezes me encano pensando que minha vida vai ser um eterno tédio, mas sei que isso só acontecerá se eu quiser. É preciso ter forças para me erguer novamente... Nunca pensei que uma peça de teatro daria o empurrão inicial. Olha, me enganei: foi mais do que isso, foi uma excelente terapia. À Biblioteca da Ufes - em uma tarde de muito ócio e dor de cabeça Reino da palavra, do saber mais concreto, também do pó. Acúmulo de verbos, substantivos, preposições e tantas outras substâncias de língua: portuguesa, inglesa, americana, latina e de mais alguns setores do mapa. Emana mais do que conhecimento, talvez um campo de energia muito forte, surgido do mais puro desejo de se expressar. A cada página, um berro: de dor, de explanação, de riso, de pranto, de confusão, de cálculos, de teses, de revoluções, de tantos "de" que nem aqui caberia. E a magia se perderia se aqui coubesse. O arquivo tem que ser vasto, infinito, de múltipla interpretação, senão é grito falso, rouco. Às vezes é um lugar onde se pode perceber coisas interessantes. Por exemplo a coerência das paredes com a áurea que envolve o ambiente. As paredes, do mesmo modo, servem aos usuários como forma de extravasar qualquer coisa que lhes ocorra. Rabiscos de gente carente, que deixa telefone, implora para que liguem e afirma que é bonita, é bonita e é bonita. De gente desbocada, que precisa xingar o palavrão mais cabeludo - também desenhar coisas cabeludas - para dar voz à parte reprimida da psique. De gente revoltada, seja com os "playboys" do Darwin, com a Reforma Universitária ou com a "piranha da Tatiana do Direito". De gente apaixonada, que traça versos (retirados dos livros ou da memória), desenha corações ou proclama um simples e profundo "eu te amo" com caneta Bic vermelha. De gente que não quer nada, só dar um alô para o pessoal conhecido, para os colegas de curso ou para os gatinhos da Engenharia. De gente que quer fazer graça, mesmo que sem graça, colocando frases como essa que eu vi: "Mó maneiro fazer Artes Plásticas, porque você pode sair pichando tudo por aí!". Às vezes a "gente" se liga em cadeia e estabelece diálogos enormes, que vão do centro da parede até o rodapé da mesma. Ok, às vezes o diálogo não é lá muito produtivo e muito menos politicamente correto, mas quem disse que não pode haver espaço para lavar a roupa suja? Estudar as paredes da biblioteca daria um trabalho antropológico bem interessante, principalmente nas salas reservadas para estudos. Ali as pessoas não se controlam: aproveitam a pequena privacidade que têm para colocar a sua privacidade à mostra. Contradição? Sim, porém sem ela não haveria nem o que escrever. Do conformismo não brota palavra; para se escrever é preciso remexer alguma coisa, contrariar alguma coisa, nem que seja a si mesmo. Ah, se aquelas paredes falassem! Só levariam um esporro, acompanhado por um "shiiiiiiiiiii..." coletivo. Por que no reino onde impera a caneta, as mãos proclamam a voz, os olhos são os assessores da percepção e a boca, ah!, coitada: entra muda e sai calada. Domingo, Outubro 17, 2004
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6:36 PM
by ELISA RIBEIRO DOS SANTOS
Oba! Primeiro post no PC novinho! O que não é legal é não conseguir usar a máquina direito, porque seu olho tá todo bichado e você não consegue enxergar direito (e dói, arde, sai lágrimas...). Ok, ok, sem comentários sobre coisas losers e afins. Vou aproveitar o que há de bom e escrever - ainda que isso esteja me deixando em prantos não intencionais...
Tentei pensar em definições para o momento atual - que não é lá muito diferente das fases passadas, mas tudo bem. Achei uma: eu estou uma princesa! Não, não é princesa no sentido de linda, nobre ou qualquer coisa assim. Muito menos no sentido empregado pelos peões de obras - ixxxxxxxx, delícia! Princesa de acordo com a música do Ludov. Uma banda nova, recém-descoberta pela MTV e que anda me agradando ultimamente. Lá vai a letra para eu prosseguir com as minhas interpretações:
Princesa Sei que há contas a pagar e há razões pra terminar A semana toda ficou para trás Ela tem trabalhado demais Como seria melhor Se não houvesse refrão nenhum mas háaaah E no seu apartamento Ela se esquecia de tudo parecia uma princesa Não se importava com o resto do mundo E largava os pés em cima da mesa Como seria melhor Se não houvesse refrão nenhum mas há E no seu apartamento Ela se esquecia de tudo Não havia contratempo Ela segurava o teu coração e largava as roupas pelo chão Interpretando à minha maneira, eu ando assim: não se importando muito com as coisas, acomodada com as pessoas, com os estudos, com o coração, comigo mesma, enfim... Como diria o Betão, em um constante não-se importar. Implorando por qualquer coisa que não seja um refrão ou uma repetição de fatos, mas como? O cotidiano me puxa, sabe? As circunstâncias contribuem cada vez mais para que tudo fique como está a cada vez que eu tento mudar. Chega uma hora que a gente entra em estafa, cansa de remar contra a maré, prefere boiar e deixar-se levar.
Engraçado pensar que eu já escrevi isso inúmeras vezes. Inúmeras! É que o meu ciclo é curto. Aliás, estou começando a achar que nem tenho ciclo. Tenho é uma linha chamada rotina, que vai do que foi até o infinito, sempre assim... eternamente trivial. Segunda-feira, Outubro 11, 2004
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9:20 PM
by ELISA RIBEIRO DOS SANTOS
*** Bom, aí vai a minha versão para o post passado. Não é a "resposta correta" e sim a minha possibilidade. Gostaria de saber qual o rumo que o texto de vocês tomou (ou tomaria, sei lá).
Chegou em casa cansada. Mais um dia de trabalho se foi, ufa! Ligou o som e pegou o cd da banda que mais queria ouvir naquele momento: Strokes. Ela adorava, porque sempre dava uma vontade louca de dançar e cantar e sorrir, tudo ao mesmo tempo e sem ordem nenhuma. Bizarro para quem a via assim, de longe, mas para ela era uma sensação de existir. É, existir, não havia uma melhor definição. Tirou os sapatos - merda de salto alto! - e colocou os pés em cima da mesinha de centro da sala. Puxou a bolsa para perto de si e pegou dentro dela a Revista Cláudia, que acabara de comprar na banca do Juarez. Folheou a revista meio impaciente - já não suportava mais a invasão de clichês que dominou a mídia - até chegar na única matéria que lhe interessava. O título era "Solteira nunca mais!". Leu e achou que veio bem a calhar, afinal, ela passava por aquela situação havia tempos e não sabia como resolver. Não que aquela matéria fosse solucionar seus problemas, mas sei lá, o tom de auto-ajuda que essas revistas assumem, pode ser consolador. Antes de ler a última linha da matéria, o telefone toca. Era o cara com quem ela estava saindo há um tempo. "Que milagre ele me ligar, ainda mais a essa hora!", pensou ela. A voz do outro lado da linha se portava tranqüila, quase sonífera. O conteúdo da conversa era meio estranho, ele não agia normalmente, estava confuso. "O que ele quer dizer?". Eis que depois de tantos rodeios, ele revela a finalidade de tal telefonema: "É que eu tô envolvido com outra pessoa e a gente precisa terminar". "Nossa, que emoção! Como ele me fala isso, assim, sem me preparar?" Ela mal podia conter a raiva que a dominou após a notícia. Strokes continuava tocando, logo aquele trecho "Wait, I'm gonna give it a break /I'm not your friend,/I never was..." E era isso mesmo que estava acontecendo. Acabada a conversa, ela desliga o telefone. A expressão de perplexidade permanecia em sua face. Como detestava deixar as coisas pela metade, voltou a sua leitura do ponto onde havia parado. Última linha, coincidência ou não, ali estava escrito: "Confie em si mesma e aguarde o resultado: certamente vão chover telefonemas de homens caidinhos por você". Como a matéria já não se aplicava aos desvios do destino, picotou a revista toda e jogou pela janela. Chuva de papel! Era preciso recomeçar. ps.: No post passado saíram alguns errinhos gramaticais que eu consertei, publiquei de novo e continuaram errados! Vai entender o Blogger, né?! Então eu corrigi nesse, mas não alterou em nada o conteúdo. Sexta-feira, Outubro 08, 2004
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9:51 PM
by ELISA RIBEIRO DOS SANTOS
Bom, já que vocês são uma parte muito importante para o meu blog, hoje eu vou deixar que vocês alterem o post do jeito que quiserem. É bem simples, lembrem das aulinhas da Tia Maricotinha no primário e completem os espaços com qualquer palavra ou expressão. No próximo post, eu coloco a minha versão.
Obs.: Números iguais representam a mesma palavra. Chegou em casa cansada. Mais um dia de trabalho se foi, ufa! Ligou o som e pegou o cd da banda que mais queria ouvir naquele momento:___(1)___. Ela adorava, porque sempre dava uma vontade louca de dançar e ____(2)___ e ___(3)___, tudo ao mesmo tempo e sem ordem nenhuma. Bizarro para quem a via assim, de longe, mas para ela era uma sensação de ___(4)___. É, ___(4)___, não havia uma melhor definição.
Tirou os sapatos - merda de salto alto! - e colocou os pés em cima da mesinha de centro da sala. Puxou a bolsa para perto de si e pegou dentro dela a Revista ___(5)___, que acabara de comprar na banca do Juarez. Folheou a revista meio impaciente - já não mais suportava a invasão de clichês que invadiu a mídia - até chegar na única matéria que lhe interessava. O título era ___(6)___. Leu e achou bem a calhar, afinal, ela passava por aquela situação havia tempos e não sabia como resolver. Não que aquela matéria fosse solucionar seus problemas, mas sei lá, o tom de ___(7)___ que essas revistas assumem, pode ser consolador. Antes de ler a última linha da matéria, o telefone toca. Era o ___(8)___. "Que milagre ele me ligar, ainda mais a essa hora!", pensou ela. A voz do outro lado da linha se portava tranqüila, quase sonífera. O conteúdo da conversa era meio estranho, ele não agia normalmente, estava confuso. "O que ele quer dizer?". Eis que depois de tantos rodeios, ele revela a finalidade de tal telefonema: "É que eu ___(9)___ e a gente ___(10)___". "Nossa, que emoção! Como ele me fala isso, assim, sem me preparar?" Ela mal podia conter a ___(11)___ que a dominou após a notícia. ___(1)___ continuava tocando, logo aquele trecho "___(12)___". E era isso mesmo que estava acontecendo. Acabada a conversa, ela desliga o telefone. A expressão de ___(13)___ permanecia em sua face. Como detestava deixar as coisas pela metade, voltou a sua leitura do ponto onde havia parado. Última linha, coincidência ou não, ali estava escrito: "___(14)___". Como a matéria já não se aplicava aos desvios do destino, picotou a revista toda e jogou pela janela. Chuva de papel! Era preciso ___(15)___. *** Para comemorar: Hoje é o niver da Baiana, a minha Raquel do coração, ahuahauaha. Acho que a minha vida teria bem menos sorrisos sem ela. Garota, mais uma vez te desejo um Feliz Aniversário e que você continue sempre essa pessoa linda em todos os sentidos. Love you!
Domingo, Outubro 03, 2004
Posted
2:54 PM
by ELISA RIBEIRO DOS SANTOS
(um outro olhar sobre diários) Critiquei tanto o que eu escrevia nas minhas agendas há alguns anos, que até esqueci de dizer que eu tive bons momentos naquela época. Muito bons mesmo! De risadas descompromissadas, ataques de bobeiras, "jequezas" e, principalmente, de grandes amizades.
Isso pôde ser comprovado ainda mais pelo o que aconteceu esse fim de semana. Ontem eu fui na casa da Ramona...oops, Carol* (hauahauhua), coisa que há muito eu não fazia por falta de tempo, cansaço, preguiça, coisa e tal. Depois fui com ela, Lô e Papá até a casa da Inha*, e de lá seguimos para o nosso point clássico de todo ano: festa de igreja! É, tosqueira total, mas festas de igreja eram sempre um "programão" na nossa adolescência. Era lá que víamos todos os meninos bonitos da cidade e nos divertíamos bastante. A diversão certamente foi garantida ontem, rimos muuuuuito, mas os gatos... Cadê? A festa estava atipicamente esvaziada e surpreendentemente os representantes do sexo masculino não estavam nos agradando muito. O que será que aconteceu? Acho que foi porque crescemos. Acho não, tenho certeza. Minha geração deu lugar a uma outra e nós parecíamos ser umas das poucas remanescentes desse tipo de programa. Estava me achando uma tia! De qualquer forma, ainda resgatei algumas pessoas do meu inconsciente, vi gente que eu não via há tempos. Inclusive um dos protagonistas das minhas lamentações de agenda, o garoto que eu gostei por mais de um ano (platonicamente, é claro). Vendo ele agora, só tenho uma pergunta a fazer para mim mesma: por que raios eu gostava daquele menino? Essas coisas do coração são irritantemente inexplicáveis, uma pena eu não poder voltar no tempo. E não foi só a noite de ontem que me rendeu bons flashbacks. Hoje eu fui "exercer a cidadania", ou seja, votar, no colégio onde eu estudei da 8ª série ao 3º ano. Me deu muitas saudades. Os murais, as paredes verdes, os corredores, as salas de aula, até os banheiros. Tudo me remetia aos momentos que eu passei ali, a tantos acontecimentos bons e ruins, que me ajudaram a construir o que eu sou.
Tá, ainda acho que, em alguns aspectos, minha adolescência foi uma droga. Mas só de pensar nas pessoas que fizeram parte dela, chego a conclusão de que valeu à pena. * Apenas para localizar os leitores: Carol e Inha são 2 amigas minhas que estudaram comigo no Ensino Médio. A Lô é irmã da Carol e a Papá é a amiga delas. ps.: Chega de metalinguagem, de ficar escrevendo no blog (o meu atual "diário") sobre diários. Eu não tô mais suportando isso. ps. especial para Inha: Tô esperando pelos outros 990, tá? ;o)
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